2007-03-01

João Lourenço Quitério

Ataíja de Cima
30-04-1922
27-02-2007

2007-02-24

Cara lavada

O Fado tem uma nova cara!
Aproveitei o upgrade para a nova versão do blogger para actualizar um pouco a imagem e as funcionalidades. Agora já é possível deixar um comentário, criar links para nós a partir do seu blog ou enviar os nossos textos a um amigo por email.
O grafismo ainda está pouco personalizado mas vou melhorar isso em breve, espero que gostem.

2006-12-29

Reguladores

Face a alguma polémica levantada pela demissão do presidente da ERSE (que propunha, recordemos, um aumento do preço da electricidade doméstica obviamente inaceitável por este ou por qualquer outro governo) o PSD sugeriu, esta quinta-feira, que seja criado um novo modelo de nomeação dos conselhos de administração das entidades reguladoras, onde a última palavra deve ser sempre do Presidente da República.
De acordo com o modelo proposto, «o Governo faria a proposta das pessoas a designar», que posteriormente «seriam ouvidas na Assembleia da República», através de uma comissão especializada, explicou à TSF Luís Pais Antunes.«Tendo em conta o resultado da audição, o Presidente da República tomaria a decisão», como acontece actualmente na nomeação do Governador do Banco de Portugal, acrescentou o vice-presidente do PSD.
Os sociais-democratas pretendem que esta medida sirva para evitar «manipulações politicas» na nomeação destes cargos e desenvolver um caminho mais democrático e respeitador do equilíbrio de poderes.

Há nesta notícia amplo espaço para reflecções consequentes:
a) porque é que chegamos a esta situação, em que o aumento economicamente “correcto” ultrapassaria os 16%?
b) Quem é que se esqueceu de aumentar quando devia?
c) Como é que se explica a necessidade de um aumento superior a 16% quando as empresas do sector continuam a dar lucros substanciais?
d) Porque é que em anos anteriores o Eng.º Vasconcelos nunca sentiu a necessidade de propor tais aumentos ou de se demitir?

Há nesta notícia espaço para interrogações pertinentes, sobre o vazio ideológico que submerge o PSD:
a) o evitar “manipulações políticas” leva-nos a um “caminho mais democrático”?
b) o envolver o Presidente da República na política de preços administrativamente fixados é da natureza da social-democracia? Mais;
c) Tal caminho é coerente com o sistema constitucional de separação de poderes?
d) Não seria mais lógico que as entidades reguladoras fossem nomeadas pela AR?

Estas coisas preocupam-me porque, não fazendo eu a mínima intenção de votar PSD nos tempos mais próximos, não descarto, por uma simples questão de bom-senso, a hipótese de um dia destes (um ano destes, melhor dizendo) ter de, democraticamente, ser governado por um governo PSD.

Nessa altura convinha-me que fosse um PSD responsável.
Que do outro já tive a minha dose.

2006-12-28

Sem título (por pudor)

Broche era, no meu tempo, um adorno que as senhoras usavam ao peito. Segundo o Dicionário Prático Ilustrado ( que não tem, aliás, nenhuma ilustração da coisa), trata-se de um fecho de metal ou jóia munida de um grosso alfinete. Ou, segundo o Dicionário da Língua Portuguesa, 8ª Edição, da Porto Editora, 1986,de um adereço em forma de fecho com que as mulheres prendem qualquer peça de vestuário junto ao pescoço.

Entretanto, as modas passaram e as mulheres deixaram-se dos broches.

Ao mesmo tempo o sentido da palavra metamorfoseou-se e hoje não pode ser pronunciada, salvo num grupo de machos, em contexto de anedota porca e em ambiente ligeiramente alcoolizado.

Vem isto a propósito de que, tendo eu passado o Natal num local que além de outras maravilhas tem essa de que quem quer o jornal tem de o ir buscar a mais de oito quilómetros de distância, regressado à cidade e ao hábito de começar o dia comprando o PÚBLICO (o hábito, quando desprovido de razão, chama-se vício) deparo com a preciosa notícia – ilustrada com fotografia do personagem – de que Mónica Lewinsky acabou de se pós-graduar em Psicologia em Londres. A notícia esclarecia que a senhora ficou famosa por ter mantido um caso com o ex-presidente americano Bill Clinton.

Obrigado José Manuel Fernandes!

Que seria de mim na ignorância de tal facto?

São estas e outras que fazem do PÚBLICO um grande jornal. São estas e outras que me fazem pensar porque é continuo a gastar dinheiro convosco.

Ah!, deixe-me acrescentar: V.Ex.a está a esmerar-se. Hoje a última página do PÚBLICO é dedicada, por inteiro, ao sexo à americana.

Muito obrigado.

O "passeio" dos militares, as consequências disciplinares e os posts reaccionários

Não sou militar.
Cumpri o serviço militar, entre 1969 e 1972, os dois últimos anos passados na Guiné.
Dói-me ver o nível da discussão em que os militares se deixaram envolver.
Dói-me o arrazoado estúpido que leva alguns a dizer que este Governo éilegítimo.
A Instituição Militar portuguesa não tem, no Século XX, uma História de que se possa orgulhar por aí além. Também não é grave. As instituições existem para além das pessoas mas apenas dentro de certos limites.
E a verdade é que os militares, a par dos juízes, dos padres e de mais uns quantos foram, durante décadas, os mais fiéis esteios do Salazarismo.
A brigada do reumático. Lembram-se?
Em matéria de liberdade estamos conversados.
Têm os militares algumas razões de queixa como eu, funcionário público, as tenho.
Mas esperava deles mais aprumo.
O "passeio" envergonha os militares.
A maioria dos posts que estão no blog http://soumilitar.blogs.sapo.pt/ associado à notícia de hoje, esses não envergonham os militares. Só os autores.