Ex.mo Sr. Director do jornal PÚBLICO
Sou leitor do "PÚBLICO" desde o primeiro número. Não posso, por isso, deixar de me inquietar com as derivas editoriais a que ultimamente tenho vindo a assistir e põem em causa a credibilidade que o jornal me merece e quero que continue a merecer.
Hoje decidiu V.Ex.a puxar para título a afirmação de que "Juiz da Relação que decide destino de Pedroso tem ligações ao PS".
Tem o PÚBLICO consciência do que está a fazer?
Os juízes vão, agora, ficar todos sob suspeita e vamos escrutinar, para cada caso, não só as suas eventuais simpatias partidárias como também as dos cônjuges e, sabe-se lá as de que mais parentes, amigos e vizinhos?
Pretende V.Ex.a que, a partir de agora, nenhum juíz possa julgar pessoas de partido de que seja simpatizante?
Poderá esse mesmo juíz julgar casos em que são parte pessoas de partidos com que, de todo em todo, não simpatiza?
Mero exemplo: Diga-me Sr. Director (diga aos seus leitores) que casos poderá julgar o Sr. Desembargador Adelino Salvado (que não sendo, eventualmente, simpatizante do CDS-PP é, ao menos a acreditar em notícias do PÚBLICO, simpático ao CDS-PP)?
PS: Tem razão. Eu sou militante do PS. Tem, também, razão. Eu não lhe escrevi quando um juiz foi impedido de intervir num caso porque o seu pai era assessor de um dos implicados.
Mas eu sou parcial e gosto de ser parcial. O PÚBLICO e o seu director é que se dizem independentes (são mesmo ou querem dizer-nos (só como chave de leitura) das suas simpatias político-partidárias?
Por outro lado;
Será que, como hoje sugere JPP no "ABRUPTO", o "PÚBLICO" foi (esquecendo-se de citar a fonte) copiar a notícia ao "DO PORTUGAL PROFUNDO"?
E, a propósito de dependências, independências, simpatias e ligações partidárias:
Será que o "PÚBLICO" conhece (e esconde) as dependências, independências, simpatias ou ligações partidárias do ilustre alcobacense Dr. António Balbino Caldeira?
2004-08-26
2004-02-27
Segurex
A segurança pessoal quer-se secreta, como pretende PSL? discreta como sugeriram alguns membros do seu partido? ou ostensiva, como ostensivos são os profissionais dela?
Na verdade, a segurança pessoal é sempre ostensiva, como bem o sabem todos os cinéfilos e espectadores de telejornais.
A lógica da ostentação tem a ver com o seu carácter dissuasor.
Admitindo que há razões válidas que levem a julgar credíveis as ameaças que, pelos vistos, foram feitas a PSL, custando, embora, acreditar que tais ameaças tenham razões políticas ou institucionais, é da natureza da segurança pessoal a exibição pública da sua presença. Desde logo, só pode haver segurança pessoal se houver uma grande proximidade física entre o objecto da segurança e os agentes desta, ora, no caso, essa proximidade não pode deixar de ser notada. Todos nos habituámos a ver o playboy PSL acompanhado de mulheres. Agora, se anda acompanhado de homens, toda a gente vai notar. Os que têm vista, porque um matulão de cabelo à escovinha, fato e óculos escuros (ainda que sem auricular), armado em sombra de PSL, não pode deixar de ser notado. Os cegos, porque o perfume não será (espera-se) o mesmo das companhias costumeiras.
Qual é, então, a perturbação de PSL?
Só podem ser dúvidas sobre a necessidade e, ou, os procedimentos. Tivéssemos nós serviços de informações a funcionar regularmente, com uma comissão de acompanhamento e fiscalização a funcionar regularmente e, certamente, descansaríamos todos e não teríamos dúvidas sobre as necessidades de segurança de PSL.
A telenovela que, nos últimos tempos foi, e ainda é, esta área da governança é que pode fazer perigar a segurança de PSL e de muitos de nós.
Mas descanse, meu caro e involuntário presidente. Do meu ponto de vista ninguém lhe quer fazer mal.
Porque os eleitores de Lisboa zangam-se com quem faz mal mas nunca com quem faz nada.
Porque, que a gente saiba, você não tem negócios mafiosos.
Porque, a acreditar nas revistas cor de rosa, a idade já lhe vai pesando, não se vendo marido, namorado, pai ou irmão que tenha razões recentes para lhe bater.
Eu, se fosse a sí, dispensava a segurança e mais umas quantas manias de grandeza.
Na verdade, a segurança pessoal é sempre ostensiva, como bem o sabem todos os cinéfilos e espectadores de telejornais.
A lógica da ostentação tem a ver com o seu carácter dissuasor.
Admitindo que há razões válidas que levem a julgar credíveis as ameaças que, pelos vistos, foram feitas a PSL, custando, embora, acreditar que tais ameaças tenham razões políticas ou institucionais, é da natureza da segurança pessoal a exibição pública da sua presença. Desde logo, só pode haver segurança pessoal se houver uma grande proximidade física entre o objecto da segurança e os agentes desta, ora, no caso, essa proximidade não pode deixar de ser notada. Todos nos habituámos a ver o playboy PSL acompanhado de mulheres. Agora, se anda acompanhado de homens, toda a gente vai notar. Os que têm vista, porque um matulão de cabelo à escovinha, fato e óculos escuros (ainda que sem auricular), armado em sombra de PSL, não pode deixar de ser notado. Os cegos, porque o perfume não será (espera-se) o mesmo das companhias costumeiras.
Qual é, então, a perturbação de PSL?
Só podem ser dúvidas sobre a necessidade e, ou, os procedimentos. Tivéssemos nós serviços de informações a funcionar regularmente, com uma comissão de acompanhamento e fiscalização a funcionar regularmente e, certamente, descansaríamos todos e não teríamos dúvidas sobre as necessidades de segurança de PSL.
A telenovela que, nos últimos tempos foi, e ainda é, esta área da governança é que pode fazer perigar a segurança de PSL e de muitos de nós.
Mas descanse, meu caro e involuntário presidente. Do meu ponto de vista ninguém lhe quer fazer mal.
Porque os eleitores de Lisboa zangam-se com quem faz mal mas nunca com quem faz nada.
Porque, que a gente saiba, você não tem negócios mafiosos.
Porque, a acreditar nas revistas cor de rosa, a idade já lhe vai pesando, não se vendo marido, namorado, pai ou irmão que tenha razões recentes para lhe bater.
Eu, se fosse a sí, dispensava a segurança e mais umas quantas manias de grandeza.
2004-02-18
Alcobaça
Deparei hoje, por mero acaso (ou antes, na sequência de uma regular busca na Net para saber como vai lidando Alcobaça com as exigências do nosso tempo e, na secreta esperança de um dia verificar que, afinal, a Câmara Municipal de Alcobaça não é a última a ter um site), com o maisalcobaça (http://www.maisalcobaca.blogspot.com/).
É cedo para críticas ou, sequer, opiniões. Mas já há duas ou três coisas que merecem reflexão:
a) Não vale a pena começar já a debitar opiniões sobre se Alcobaça está bem ou mal governada. Eu, pessoalmente, não tenho dúvidas de que está mal governada. Mas, isso é coisa para ser demonstrada a seu tempo com exposição de factos, números e idéias. A minha proposta é: não extrememos posições, apresentemos razões. Será o maisalcobaça o lugar onde posso dar a minha contribuição?
Uma pista de reflexão: DR, I Série B, nº 40, de 17-2-2004, Resolução do Conselho de Ministros n.º 11/2004 que inclue Alcobaça no mapa "Portugal menos favorecido"
b) A desconfiança sobre quem está por "detrás" do blog pode fazer sentido. Há inconveniente na identificação?
Eu, por mim identifico-me já: José Quitério (há colaboração dispersa nos semanários locais) e opiniões em http://www.blogspot.fadomaior.com
email: jose_quiterio@hotmail.com.
c) Não é claro, no manifesto, de que Alcobaça falamos: A sede do concelho ou o concelho? A coisa parece-me importante até porque se é para tratar exclusivamente dos problemas citadinos não estou interessado por aí além. Sou um serrano da Ataíja de Cima e já não tenho paciência para centralismos da treta. Conheço um texto impresso em que se defende que o presidente da Câmara devia ser um alcobacense de Alcobaça. Ora, para tal peditório eu não dou.
Se é para discutir o concelho, digam.
José Quitério
É cedo para críticas ou, sequer, opiniões. Mas já há duas ou três coisas que merecem reflexão:
a) Não vale a pena começar já a debitar opiniões sobre se Alcobaça está bem ou mal governada. Eu, pessoalmente, não tenho dúvidas de que está mal governada. Mas, isso é coisa para ser demonstrada a seu tempo com exposição de factos, números e idéias. A minha proposta é: não extrememos posições, apresentemos razões. Será o maisalcobaça o lugar onde posso dar a minha contribuição?
Uma pista de reflexão: DR, I Série B, nº 40, de 17-2-2004, Resolução do Conselho de Ministros n.º 11/2004 que inclue Alcobaça no mapa "Portugal menos favorecido"
b) A desconfiança sobre quem está por "detrás" do blog pode fazer sentido. Há inconveniente na identificação?
Eu, por mim identifico-me já: José Quitério (há colaboração dispersa nos semanários locais) e opiniões em http://www.blogspot.fadomaior.com
email: jose_quiterio@hotmail.com.
c) Não é claro, no manifesto, de que Alcobaça falamos: A sede do concelho ou o concelho? A coisa parece-me importante até porque se é para tratar exclusivamente dos problemas citadinos não estou interessado por aí além. Sou um serrano da Ataíja de Cima e já não tenho paciência para centralismos da treta. Conheço um texto impresso em que se defende que o presidente da Câmara devia ser um alcobacense de Alcobaça. Ora, para tal peditório eu não dou.
Se é para discutir o concelho, digam.
José Quitério
2004-02-13
Compromisso Portugal II
Abre um homem o site do Compromisso Portugal (http://www.compromissoportugal.com/pontosfortes.shtml) e depara com esta pérola:
“Fazei a apoteose dos vencedores, seja qual for o sentido, basta que sejam vencedores”.
“Gritai nas razões das vossas existências que tendes direito a uma pátria civilizada”.
- escreveu em Lisboa, Dezembro de 1917 , Almada Negreiros no seu “Ultimatum Futurista” e exprime a síntese daquilo que pretendemos incentivar nesta rubrica do nosso site.”
A esta hora o Almada estará a rebolar a rir, lá no Céu dos Grandes onde se encontra e onde mantém, certamente, o humor acutilante com que zurziu todos os Dantas deste mundo, incluindo os que só o conhecem do ZIP-ZIP, ou nem daí.
A minha proposta é, pois, que comecemos a desenvolver a economia portuguesa pelo sector editorial:
Um exemplar do “Ultimatum Futurista” para cada português! Já!
Devidamente acompanhado, está claro, de dois prefácios: um do Vasco Graça Moura e outro do Eduardo Prado Coelho, explicativos, ambos, do que se vê hoje olhando para o “Ultimatum Futurista” (dos lados direito e esquerdo, respectivamente).
ULTIMATUM
FUTURISTA
ÀS GERAÇÕES PORTUGUESAS DO SÉC. XXI
Acabemos com este maelstrom de chá morno!
Mandem descascar batatas simbólicas a quem disser que não há tempo para a criação!
Transformem em bonecos de palha todos os pessimistas e desiludidos!
Despejem caixotes de lixo à porta dos que sofrem da impotência de criar!
Rejeitem o sentimento de insuficiência da nossa época!
Cultivem o amor do perigo, o hábito da energia e da ousadia!
Virem contra a parede todos os alcoviteiros e invejosos do dinamismo!
Declarem guerra aos rotineiros e aos cultores do hipnotismo!
Livrem-se da choldra provinciana e da safardanagem intelectual!
Defendam a fé da profissão contra atmosferas de tédio ou qualquer resignação!
Façam com que educar não signifique burocratizar!
Sujeitem a operação cirúrgica todos os reumatismos espirituais!
Mandem para a sucata todas as ideias e opiniões fixas!
Mostrem que a geração portuguesa do século XXI dispõe de toda a força criadora e construtiva!
Atirem-se independentes prá sublime brutalidade da vida!
Dispensem todas as teorias passadistas!
Criem o espírito de aventura e matem todos os sentimentos passivos!
Desencadeiem uma guerra sem tréguas contra todos os "botas de elástico"!
Coloquem as vossas vidas sob a influência de astros divertidos!
Desafiem e desrespeitem todos os astros sérios deste mundo!
Incendeiem os vossos cérebros com um projecto futurista!
Criem a vossa experiência e sereis os maiores!
Morram todos os derrotismos! Morram! PIM!
J o s é d e A l m a d a N e g r e i r o s
P O E T A
F U T U R I S T A
E
T U D O
E com sito ficam arranjados mais dois problemas para a Pátria resolver (sem falar, claro, da hipóteses de os dois ilustres publicistas acima mencionados não quererem fazer os prefácios, caso em que ficaríamos com quatro problemas).
Mas não nos antecipemos.
Por agora os problemas são dois:
a) Parece que há mais do que um Ultimato Futurista.
b) O Futurismo não era, propriamente, uma ideia democrática (ou será que isto não é um problema?)
“Fazei a apoteose dos vencedores, seja qual for o sentido, basta que sejam vencedores”.
“Gritai nas razões das vossas existências que tendes direito a uma pátria civilizada”.
- escreveu em Lisboa, Dezembro de 1917 , Almada Negreiros no seu “Ultimatum Futurista” e exprime a síntese daquilo que pretendemos incentivar nesta rubrica do nosso site.”
A esta hora o Almada estará a rebolar a rir, lá no Céu dos Grandes onde se encontra e onde mantém, certamente, o humor acutilante com que zurziu todos os Dantas deste mundo, incluindo os que só o conhecem do ZIP-ZIP, ou nem daí.
A minha proposta é, pois, que comecemos a desenvolver a economia portuguesa pelo sector editorial:
Um exemplar do “Ultimatum Futurista” para cada português! Já!
Devidamente acompanhado, está claro, de dois prefácios: um do Vasco Graça Moura e outro do Eduardo Prado Coelho, explicativos, ambos, do que se vê hoje olhando para o “Ultimatum Futurista” (dos lados direito e esquerdo, respectivamente).
ULTIMATUM
FUTURISTA
ÀS GERAÇÕES PORTUGUESAS DO SÉC. XXI
Acabemos com este maelstrom de chá morno!
Mandem descascar batatas simbólicas a quem disser que não há tempo para a criação!
Transformem em bonecos de palha todos os pessimistas e desiludidos!
Despejem caixotes de lixo à porta dos que sofrem da impotência de criar!
Rejeitem o sentimento de insuficiência da nossa época!
Cultivem o amor do perigo, o hábito da energia e da ousadia!
Virem contra a parede todos os alcoviteiros e invejosos do dinamismo!
Declarem guerra aos rotineiros e aos cultores do hipnotismo!
Livrem-se da choldra provinciana e da safardanagem intelectual!
Defendam a fé da profissão contra atmosferas de tédio ou qualquer resignação!
Façam com que educar não signifique burocratizar!
Sujeitem a operação cirúrgica todos os reumatismos espirituais!
Mandem para a sucata todas as ideias e opiniões fixas!
Mostrem que a geração portuguesa do século XXI dispõe de toda a força criadora e construtiva!
Atirem-se independentes prá sublime brutalidade da vida!
Dispensem todas as teorias passadistas!
Criem o espírito de aventura e matem todos os sentimentos passivos!
Desencadeiem uma guerra sem tréguas contra todos os "botas de elástico"!
Coloquem as vossas vidas sob a influência de astros divertidos!
Desafiem e desrespeitem todos os astros sérios deste mundo!
Incendeiem os vossos cérebros com um projecto futurista!
Criem a vossa experiência e sereis os maiores!
Morram todos os derrotismos! Morram! PIM!
J o s é d e A l m a d a N e g r e i r o s
P O E T A
F U T U R I S T A
E
T U D O
E com sito ficam arranjados mais dois problemas para a Pátria resolver (sem falar, claro, da hipóteses de os dois ilustres publicistas acima mencionados não quererem fazer os prefácios, caso em que ficaríamos com quatro problemas).
Mas não nos antecipemos.
Por agora os problemas são dois:
a) Parece que há mais do que um Ultimato Futurista.
b) O Futurismo não era, propriamente, uma ideia democrática (ou será que isto não é um problema?)
2004-02-11
Compromisso Portugal
Vocês já repararam na imensa quantidade de textos que, tendo como objectivo comum a salvação da Pátria, foram produzidos nos últimos tempos pela classe empresarial portuguesa?
Porque é que esta gente não se dedica, antes, a modernizar as suas empresas?
Porque é que esta gente não se dedica, antes, a modernizar as suas empresas?
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