Os tiranos marcam o seu tempo e condicionam o futuro.
Os tiranetes limitam-se a tentar desgraçar a vida aos seus contemporãneos.
2004-01-16
2004-01-15
Náusea
Os funcionários que, em 2002, ganhavam mais de € 1.000,00 por mês não tiveram aumento em 2003 e, quer o Governo e ou muito me engano ou assim será, não o terão em 2004.
Porque é que o Governo insulta os funcionários?
Pela mesmissíma simples razão que os cães lambem os órgãos genitais.
Porque pode!
Porque é que o Governo insulta os funcionários?
Pela mesmissíma simples razão que os cães lambem os órgãos genitais.
Porque pode!
2004-01-12
Viva la Féria
Na passada sexta-feira, quando regressei a casa depois de ter assitido ao My Fair Lady no Politeama, estava a dar na televisão o resumo do jogo entre o Sporting e o Guimarães.
De um lado um agradável espectáculo do qual o mínimo que se pode dizer é que é digno e profissional.
Do outro, pelo menos 5 (cinco!) cartões mostrados em situações alheias ao jogo: 1 por simulação de penalty, 2 por palavras ao árbitro, 1 por retirada da bola do local de marcação de falta, 1 por agressão sem bola.
Viva La Féria!
De um lado um agradável espectáculo do qual o mínimo que se pode dizer é que é digno e profissional.
Do outro, pelo menos 5 (cinco!) cartões mostrados em situações alheias ao jogo: 1 por simulação de penalty, 2 por palavras ao árbitro, 1 por retirada da bola do local de marcação de falta, 1 por agressão sem bola.
Viva La Féria!
2004-01-07
Futebóis
Os portugueses gostam de futebol que lhes dá alegrias e gostam do Estado que esperam lhes dê tudo.
Como não há futebol sem árbitro, nem Estado sem funcionários, os portugueses inventaram esse desporto nacional que é o de assacar todas as desgraças do futebol aos árbitros e todas as desgraças do Estado aos funcionários.
Como não há futebol sem árbitro, nem Estado sem funcionários, os portugueses inventaram esse desporto nacional que é o de assacar todas as desgraças do futebol aos árbitros e todas as desgraças do Estado aos funcionários.
Reformas
Temos, portanto, promulgada a lei que fixa a idade normal de aposentação dos funcionários públicos nos 60 anos.
O que sobre isto aconteceu nos últimos 13 meses devia envergonhar todos os portugueses.
De um lado uma solução de ilusionista tirada do chapéu do Governo. Do outro uma total ausência de idéias, um acrítico fincar de pés em supostos direitos adquiridos.
A solução do governo não tem em consideração nem as pessoas afectadas nem as necessidades do serviço público. Trata-se, tão só, de mais uma medida para equilibrar os indicadores macroeconómicos.
O finca pé dos funcionários não tem em atenção quaisquer necessidades colectivas. Trata-se, tão só, de tentar manter vantagens.
Equilíbrio dos indicadores macroeconómicos! Eis um problema cujo resolução os economicistas não esperam que afecte significativamente a seu standard de vida.
Direitos adquiridos! Eis um conceito que faz muito jeito a funcionários e a construtores civis.
E, no entanto, deveria ter havido um amplo debate sobre a questão porque, obviamente, se trata de uma questão importante.
Quatro achegas para esse debate por fazer:
a) os empregados que descontam para a Segurança Social reformam-se com quarenta anos de serviço. O que é que justifica que os portugueses não sejam, também nesta matéria, todos iguais?
b) os empregados que descontam para a Segurança Social reformam-se com 80% do vencimento. O que é que justifica que os portugueses não sejam, também nesta matéria, todos iguais?
c) a administração pública pode modernizar-se mantendo ao seu serviço os milhares de pessoas que, normalmente, se aposentariam nos próximos 4, 5 anos?
d) a sociedade pode suportar o desemprego dos milhares de jovens que, normalmente, ingressariam na função pública em substituição dos (não) aposentados?
O que sobre isto aconteceu nos últimos 13 meses devia envergonhar todos os portugueses.
De um lado uma solução de ilusionista tirada do chapéu do Governo. Do outro uma total ausência de idéias, um acrítico fincar de pés em supostos direitos adquiridos.
A solução do governo não tem em consideração nem as pessoas afectadas nem as necessidades do serviço público. Trata-se, tão só, de mais uma medida para equilibrar os indicadores macroeconómicos.
O finca pé dos funcionários não tem em atenção quaisquer necessidades colectivas. Trata-se, tão só, de tentar manter vantagens.
Equilíbrio dos indicadores macroeconómicos! Eis um problema cujo resolução os economicistas não esperam que afecte significativamente a seu standard de vida.
Direitos adquiridos! Eis um conceito que faz muito jeito a funcionários e a construtores civis.
E, no entanto, deveria ter havido um amplo debate sobre a questão porque, obviamente, se trata de uma questão importante.
Quatro achegas para esse debate por fazer:
a) os empregados que descontam para a Segurança Social reformam-se com quarenta anos de serviço. O que é que justifica que os portugueses não sejam, também nesta matéria, todos iguais?
b) os empregados que descontam para a Segurança Social reformam-se com 80% do vencimento. O que é que justifica que os portugueses não sejam, também nesta matéria, todos iguais?
c) a administração pública pode modernizar-se mantendo ao seu serviço os milhares de pessoas que, normalmente, se aposentariam nos próximos 4, 5 anos?
d) a sociedade pode suportar o desemprego dos milhares de jovens que, normalmente, ingressariam na função pública em substituição dos (não) aposentados?
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