Com este primeiro post em discurso directo na blogosfera pretendo apresentar a minha proposta de blog interveniente, reflexivo, aberto, mas de "Coração independente" (um coração como tantos outros, que bate por si... do lado esquerdo).
O titulo
Enganem-se os que pensam que se trata de um blog dedicado a esse género de música. O fado é uma das nossas formas de expressão cultural mais profunda, mais sentida e que reflecte como nenhuma outra essa "estranha forma de vida" que é ser português.
O URL
Fado Maior é o nome do primeiro álbum daquela que é uma das fadista de excelência da actualidade: Katia Guerreiro, detentora de uma voz e de um sentimento que só o fado sabe transpor e que tem sido a minha companhia e inspiração por estes dias.
A inspiração
Como mote escolhi um poema de Amália, não só pelo valor do poema em si, mas também pela singularidade da vida e música da autora. Amália viveu tudo: ditadura e liberdade, pobreza e fortuna, desgosto e paixão, fama e solidão, uma telenovela tão portuguesa gerida de uma forma ingénua e atabalhoada que só está ao alcance dos puros de coração. Amália e o Fado representam muito de Portugal e de Lisboa, por vezes triste, mas sempre belo.
Objectivo
É meu objectivo partilhar pensamentos e ideias que nos ajudem a reflectir sobre a nossa identidade, a nossa cultura e o nosso governo abordando temas como arte, viagens, actualidade e política.
2003-06-25
Inspiração
Poema: Amália
Música: Alfredo Duarte "Marceneiro"
Primeira Gravação: 1962
Foi por vontade de Deus
Que eu vivo nesta ansiedade,
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade,
Foi por vontade de Deus.
Que estranha forma de vida
Tem este meu coração,
Vive de forma perdida,
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.
Coração independente,
Coração que não comando,
Vive perdido entre a gente,
Teimosamente sangrando,
Coração independente.
Eu não te acompanho mais,
Pára, deixa de bater.
Se não sabes onde vais,
Porque teimas em correr,
Eu não te acompanho mais.
Música: Alfredo Duarte "Marceneiro"
Primeira Gravação: 1962
Foi por vontade de Deus
Que eu vivo nesta ansiedade,
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade,
Foi por vontade de Deus.
Que estranha forma de vida
Tem este meu coração,
Vive de forma perdida,
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.
Coração independente,
Coração que não comando,
Vive perdido entre a gente,
Teimosamente sangrando,
Coração independente.
Eu não te acompanho mais,
Pára, deixa de bater.
Se não sabes onde vais,
Porque teimas em correr,
Eu não te acompanho mais.
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